Na rádio Vagos FM com a Veterinária Dra. Ana Neves
Fonte: Vagos FM
Se o seu gato vive sempre dentro de casa e não tem acesso à rua, talvez já se tenha questionado:
Será que precisa mesmo de ser vacinado?
Será que deve ir ao médico veterinário para realizar um check-up anual?
A que riscos está efetivamente exposto?
Atualmente, existem estudos que demonstram que os gatos que vivem exclusivamente no interior têm uma esperança de vida superior à dos gatos com acesso à rua. No entanto, isso não significa que, dentro de casa, o risco de transmissão de doenças infeciosas e de parasitas seja nulo.
O gato vive no interior, mas os seus tutores têm acesso à rua e podem transportar para casa, no calçado ou na roupa, agentes de várias doenças, incluindo parasitas externos. Estes agentes também podem ser trazidos por outros animais que vivam na mesma casa e tenham acesso ao exterior, como, por exemplo, cães que saiam para passear.
Além disso, existe outra forma de transmissão: a via aerógena.
Alguns agentes, nomeadamente os responsáveis por doenças do trato respiratório, podem ser transmitidos por partículas que circulam no ar e que, eventualmente, entram nas habitações.
Assim, um gato que vive dentro de casa está mais protegido contra doenças infeciosas e parasitas, mas não vive numa bolha estéril. Permanecer no interior reduz o risco, mas não elimina a exposição. Por esse motivo, deve aconselhar-se com o médico veterinário assistente sobre o plano de prevenção mais adequado para o seu gato, incluindo a vacinação e a desparasitação.